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13.1. Comunidades Católicas (Bruxelas capital, Flandres e Valónia). 13.2. Comunidades não Católicas.
Neste capítulo encontrará informações relevantes acerca do apoio religioso em português na Bélgica. S’agissant d’informations sur l’appui religieux offert aux Portugais de Belgique, consultez ce chapitre.
In dit hoofdstuk wordt informatie gegeven over religieuze dienstverlening in het Portugees in België.
This chapter gives information about religious services and pastoral care in Portuguese available in Belgium.
Portugal é um dos países mais católicos do mundo. Pelo menos é o que dizem as estatísticas oficiais : 97% de católicos, 1% de protestantes e os restantes 2% de outras religiões. Em termos de religião, efectivamente, os portugueses identificam-se maioritariamente com o catolicismo, em boa parte mais por tradição do que por convicção, diga-se de passagem. Um dado sociológico bem conhecido é o facto de que as gentes do Norte de Portugal são mais católicas do que as gentes do Sul. Isso é visível, sobretudo, na percentagem da prática religiosa , que pode não passar dos 5% a 6% no Alentejo ou Algarve até uns 50%ou mais nas paróquias do Norte. As comunidades emigrantes portuguesas, por esse mundo fora, são bem conhecidas pela sua vitalidade religiosa. Em geral, sobretudo quando elas têm um sacerdote português à sua disposição, as suas catequeses estão cheias de crianças, as suas missas são bem participadas e vividas, as primeiras comunhões e as comunhões solenes enchem as igrejas com familiares e amigos vindos de perto e de longe. Sem esquecer as peregrinações de Nossa Senhora de Fátima, no mês de Maio, que, por toda a parte, juntam milhares de compatriotas à volta daquele que é também o denominador comum da maioria dos portugueses: a devoção à Virgem de Fátima. Conhecidos pela sua facilidade de integração nos países para onde emigram, os portugueses gostam, porém, de viver e celebrar na sua língua os actos da sua fé religiosa. Não porque os cristãos do país de acolhimento não tenham a mesma fé e as mesmas celebrações, mas porque a sensibilidade e a maneira de celebrar é diferente. Daí que, mesmo aqueles que, habitualmente, estão integrados nas paróquias onde residem, procuram, em geral, a comunidade portuguesa para a celebração de baptizados ou casamentos, por exemplo. Em português sempre "é diferente !…" Em resumo, diga-se que a prática religiosa representa para uma boa parte dos emigrantes portugueses uma espécie de cordão umbilical que lhes permite a continuidade de uma ligação original, não apenas com a sua própria paróquia ou aldeia de origem, mas também com a sociedade e a cultura portuguesas, marcadas historicamente pelo cristianismo e pelos seus valores.
13.2. Comunidades não Católicas
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| último update: 22/05/2002 |